“São áreas com forte apelo técnico”, comenta Márcia Almström, diretora de recursos humanos da empresa
“Para
se dar bem num mercado tão sedento por eles, esses profissionais raros
precisam construir sua carreira além do conhecimento técnico e buscar
outras qualificações”, afirma. Dos 42 países focalizados pela pesquisa, o
Brasil é o 4º com maior escassez de talentos, empatando com a
Argentina. “Entre outros motivos para essa situação, há um grande
aumento da competitividade, avanços tecnológicos e lacunas na formação
profissional”, explica Almström. Além dos profissionais já citados, no
ranking também figuram operários, motoristas, técnicos e trabalhadores
de ofício manual.
A seguir, veja lista dos 10 profissionais mais buscados no Brasil:
1. Operários
São
os profissionais que fazem qualquer tipo de trabalho braçal em diversos
setores da economia, como indústria, agricultura e comércio.
Por
que estão em falta: “Está difícil encontrar quem tenha experiência como
operário”, aponta Márcia Almström, diretora de RH do Manpower Group. De
acordo com ela, o mercado está esvaziado pela busca natural dos
profissionais por ocupações mais qualificadas e consequente aumento de
renda.
Posição no ranking em 2014: 1º
Posição no ranking em 2013: 5º
2. Técnicos
São
profissionais formados em cursos com duração habitual de 2 anos.
Exercem tanto funções gerenciais quanto operacionais em diversas áreas,
como automoção, alimentos ou edificações, por exemplo.
Por que
estão em falta: Segundo Almström, nos últimos 30 anos, pouco se investiu
em cursos para formar técnicos no Brasil. “Hoje, colhemos os frutos de
privilegiar o ensino superior, e só colheremos os frutos de programas
como o Pronatec daqui a alguns anos”, diz.
Posição no ranking em 2014: 2º
Posição no ranking em 2013: 1º
3. Motoristas
Os condutores de veículos mais escassos são os ligados ao transporte de cargas, isto é, os motoristas de caminhão.
Por
que estão em falta: Ser motorista hoje não é só saber dirigir – e a mão
de obra não tem acompanhado as novas exigências. “Pela evolução dos
meios de transporte, esse profissional precisa dominar diversas
tecnologias, como o GPS, além de painéis e dispositivos cada vez mais
sofisticados presentes nos caminhões”, explica Almström.
Posição no ranking em 2014: 3º
Posição no ranking em 2013: 7º
4. Secretários pessoais, assistentes administrativos e auxiliares de escritório
São
profissionais que exercem funções de apoio à administração, articulando
o trabalho cotidiano do escritório e facilitando fluxos.
Por que
estão em falta: Novamente, faltam competências exigidas pelo mercado
atual. Isso porque faz parte do passado a figura da secretária que só
atendia telefonemas e anotava recados. “Hoje é preciso dominar idiomas,
ter conhecimento em programas como Excel e dominar ferramentas online de
teleconferência, por exemplo”, explica Almström.
Posição no ranking em 2014: 4º
Posição no ranking em 2013: 8º
5. Trabalhadores de ofício manual
São
profissionais autônomos que empregam habilidades específicas, tais como
eletricistas, costureiras, sapateiros, pintores e encanadores.
Por
que estão em falta: A situação se deve à movimentação da força de
trabalho na direção de atividades com maior qualificação. “Esses
profissionais têm buscado formação para melhorar de vida, e acabam
abandonando suas ocupações antigas”, diz Almström.
Posição no ranking em 2014: 5º
Posição no ranking em 2013: 4º
6. Profissionais de TI
São
aqueles que cuidam da infraestrutura, da gestão de computadores e de
todos os processos relacionados a tecnologia da informação. O
profissional é disputado tanto por empresas de desenvolvimento de
software quanto por bancos e companhias de telefonia celular, por
exemplo.
Por que estão em falta: As empresas têm apresentado
demanda crescente por soluções de TI, mas não há oferta suficiente de
mão de obra. “O ritmo de formação de profissionais ainda não acompanha a
expectativa dos contratadores”, explica a diretora de RH do Manpower
Group.
Posição no ranking em 2014: 6º
Posição no ranking em 2013: não apareceu
7. Contadores e profissionais de finanças
São
aqueles que acompanham, medem e garantem a saúde financeira da empresa.
Em tempos de exigência por produtividade máxima, cuidam da gestão dos
custos e da rentabilidade do negócio.
Por que estão em falta: A
realidade no mundo dos negócios mudou. Hoje, as empresas não precisam
apenas do profissional que registra dados numéricos e faz apontamentos.
“É preciso dominar o aspecto técnico das finanças, mas também ter um
perfil de influenciador e consultor interno a respeito do negócio”,
(Almström).
Posição no ranking em 2014: 7º
Posição no ranking em 2013: 3º
8. Operadores de máquinas e de produção
São profissionais que dominam o manuseio operacional de diversas máquinas na indústria e na agropecuária, por exemplo.
Por
que estão em falta: A falta de profissionais habilitados para suprir a
demanda tem a ver com os avanços tecnológicos em maquinarias. “Hoje, os
equipamentos são muito mais complexos do que há 20 anos, e faltam
profissionais com competências em dia com essas atualizações”, explica
Almström.
Posição no ranking em 2014: 8º
Posição no ranking em 2013: 2º
9. Engenheiros
São
profissionais que podem ser empregados em praticamente qualquer tipo de
indústria. Hoje fazem falta engenheiros para áreas que vão de
infra-estrutura e exploração de petróleo até bancos e empresas de
telecomunicações.
Por que estão em falta: Almström afirma que os
cursos de Exatas têm despertado pouco interesse nos jovens, o que
explicaria em parte a falta de engenheiros. “Além disso, a demanda por
eles cresceu muito nos últimos anos, devido à necessidade de desenvolver
a economia”, afirma.
Posição no ranking em 2014: 9º
Posição no ranking em 2013: 6º
10. Gerentes de vendas
São
profissionais responsáveis pela geração de negócios, muitas vezes em
escala global, combinando habilidades de gestão, conhecimentos em
finanças e domínio da comunicação.
Por que estão em falta: “Ter
lucro ficou mais difícil com a nova forma de fazer negócios hoje”, diz
Almström. Gerir vendas se tornou um papel muito mais complexo do que no
passado. “É preciso ser mais criativo, saber lidar com números e ter
capacidade de liderar, mas poucos são os profissionais que atendem a
todas essas exigências”, afirma. Responsável pelo levantamento, cuja
versão global entrevistou mais de 37 mil empregadores. Isso quer dizer
que é só lidar bem com números e o emprego está garantido? Não é bem
assim, segundo a executiva. Almström explica que, associadas a
competências técnicas, também estão em falta as chamadas ‘soft skills’
ou habilidades mais ‘brandas’, ligadas a gestão e liderança, por
exemplo.
Posição no ranking em 2014: 10º
Posição no ranking em 2013: não apareceu
Fonte: Notícias Empresariais
Disponível em: http://www.sitecontabil.com.br/noticias/27.html
10 de set. de 2014
Contadores estão entre os profissionais mais raros no Brasil
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