Brasileiros costumam usar o dinheiro para viagens, festas e presentes. Economista dá orientações para quitar dividas e poupar o salário
Responsável por injetar R$ 143 bilhões na economia brasileira este ano, o 13º salário é aguardado ansiosamente pelos trabalhadores brasileiros. As empresas privadas tiveram até o dia 20 de dezembro para realizar o pagamento, mas quem vai receber já começou a planejar há tempos o que vai fazer com o dinheiro.
A assessora de comunicação Danielle Coimbra, 29 anos, aguardou ansiosa pelo benefício. Como faz todo ano desde 2007, Danielle vai investir o dinheiro em uma viagem. O 13º já lhe rendeu visitas ao Rio de Janeiro, Salvador, Recife e até um passeio internacional, no ano passado, quando passou por dez países diferentes. “Com o 13º eu comprei a passagem de ida e volta. As outras despesas eu paguei com economias que fiz ao longo do ano”, conta a assessora, que desta vez vai conhecer Maresias, no litoral norte de São Paulo.
O empresário Gabriel Lira, 25, também planeja conhecer lugares novos, mas ele não vai usar todo o 13º para isso. Há dois anos, Gabriel poupa 30% do benefício que recebe em dezembro e o separa para viajar futuramente. O resto fica para as despesas de fim de ano: presentes, confraternizações e gastos pessoais.
Este ano, os brasileiros devem investir cerca de R$ 61 bilhões do 13º salário no setor de comércio, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio.
Dívida, consumo e poupança
Para o professor de Economia da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli, os gastos com bens de consumo devem ficar em segundo plano. O especialista adverte que a prioridade deve ser quitar as dívidas, principalmente se já estão vencidas. “Às vezes também vale a pena usar o dinheiro para quitar dividas que não estão vencidas ainda, porque assim é possível conseguir descontos na prestação”, indica o especialista.
Piscitelli lembra que o 13º salário é uma remuneração de caráter excepcional, que só é fornecida uma vez ao ano e que, portanto, deve ser bem administrada. Assim, mesmo aqueles que não têm contas atrasadas para pagar, devem considerar a poupança ou a aplicação do dinheiro, antes de sair gastando tudo com viagens e presentes. “É necessário se prevenir para emergências que podem surgir e para os desembolsos de início de ano, como tributos e despesas escolares”, adverte. Viagens, festas e presentes, portanto, apenas quando as dívidas estiverem quitadas e uma parte do dinheiro esteja guardada.
Fonte: Correio Braziliense
Disponível em: http://correiobraziliense.admite-se.com.br/app/noticias/carreira/2013/12/27/interna_carreira,8383/especialista-da-dicas-para-administrar-bem-o-13-salario-no-fim-do-ano.shtml


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