Não por vaidade, mas por gratidão a vida, o contador Leovigíldo Silva Muricy de Santanna, aos 91 anos, em pleno exercício da profissão, orgulha-se do diploma e do reconhecimento outorgado pelo Conselho Regional de Contabilidade da Bahia (CRCBA), em sessenta anos de trajetória profissional. Ele conta que iniciou a carreira no banco de Crédito Real de Minas Gerais e lá permaneceu por catorze anos. Em seguida, foi convidado a estruturar a contabilidade do Novo Banco Baiano da Produção, depois para Casas Fernandez Importação e Comércio, onde continuou até 1985. Desde então, o contador está à frente do seu próprio escritório, que tem seu nome.
Além de ter sido presidente do Sindicato dos Contabilistas da Bahia e conselheiro do Conselho Regional do Estado da Bahia (CRCBA), Leovigíldo Santanna já foi membro da comissão que organizou o livro editado “Memórias do Conselho Regional de Contabilidade da Bahia”. Ele revela que uma das maiores alegrias que teve na profissão foi ser convidado pelo professor Militino Martinez para ser o orador da Bahia no VIII Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado em Belo Horizonte, em 1969, e teve a oportunidade de conviver com mestres da Contabilidade, tais como o professor Antônio Lopes de Sá, Hilário Franco e outros.
Para o pioneiro, a Contabilidade, tecnicamente, atingiu um avanço de 90% com o auxílio da tecnologia e que essa evolução está sendo bem recebida pelos jovens profissionais. Sobre a campanha “2013: Ano da Contabilidade no Brasil”, ele é categórico ao dizer que é de grande importância para a classe. “É necessário este reconhecimento, pois o contador exerce a função de intérprete da legislação e a sociedade precisa entender isso”, diz.
Leovigíldo Santanna também afirma que acompanha os trabalhos desenvolvidos pelo Conselho Federal de Contabilidade e que aprecia os ideais e as ações do presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro.
Religioso, o pioneiro da Contabilidade diz que o CFC, paralelamente ao importante trabalho técnico que exerce, prioriza também pela filosofia da fraternidade, o que demonstra grande valor. “Nascemos todos os dias para obtermos o melhor em prol da comunidade em que vivemos e da nossa classe, com vistas à melhoria do nosso universo”, conclui.
Fonte: CFC
Disponível em: http://www.portalcfc.org.br/noticia.php?new=10801


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