O agronegócio responde por mais da metade do PIB anual do Oeste do Paraná, região com índices de desenvolvimento acima dos da média nacional. Sozinho, o setor é responsável por R$ 12 bilhões por ano, enquanto que a soma de todas as riquezas dos 50 municípios que formam o Oeste chega aos R$ 23 bilhões, em média. O dado foi apresentado na noite de quinta-feira na associação comercial pelo presidente da Coopavel e vice da Acic para Assuntos do Agronegócio, Dilvo Grolli.A produção nacional de grãos é de 184 milhões de toneladas, a do Paraná é de 37 milhões e a do Oeste é de oito milhões. Nos últimos 20 anos, a produtividade agrícola cresceu 218% e a área cultivada expandiu em 41%. Mas a previsão é de que os números cresçam ainda mais nos próximos anos devido ao avançado estágio de desenvolvimento da tecnologia. Alguns cultivares já apresentados no Show Rural mostram que a produtividade poderá, em pouco tempo, avançar em pelo menos 25%.
A média de produtividade da soja no Brasil é de 2,9 mil quilos por hectare. No Paraná é de 3,3 mil quilos e no Oeste ela atinge 3,6 mil quilos. Quando a tecnologia demonstrada em eventos técnicos chegar às áreas agrícolas da região então ela passará para 4,9 mil e já há tecnologia que eleva o resultado por hectare para 6,4 mil quilos. Os números do milho são igualmente expressivos: a região alcança produtividade de 9 mil quilos e poderá atingir em pouco tempo 14 mil quilos por hectare.
Diante dos avanços tecnológicos, a estimativa é de que a produção de grãos do País avance dos atuais 184 milhões para 260 milhões de toneladas a partir do ano de 2020. A do Paraná crescerá de 37 milhões para 50 milhões e a do Oeste passará de 8 milhões para 11 milhões de toneladas. O avanço, no entanto, apresenta desafios ao Estado e ao País: principalmente na questão da infraestrutura. "Precisamos urgentemente de portos, ferrovias, hidrovias e rodovias, além de estruturas de recepção e armazenagem, melhores", observa o presidente da Acic, José Torres Sobrinho.
Outras atividades
A cadeia do frango representa anualmente para a região o equivalente a R$ 4,2 bilhões, a do leite R$ 1,5 bilhão, a do suíno R$ 1 bilhão, a da bovinocutura de corte R$ 400 milhões e outras culturas e atividades, juntas, por outros R$ 400 milhões. Somando com a dos grãos, que equivale a R$ 4,5 bilhões anuais, a soma chega a R$ 12 bilhões. O cálculo poderia ser agregado de outros R$ 112 milhões somente com a economia possível na substituição do modal rodoviário pelo ferroviário.
Conforme Dilvo Grolli, os principais desafios que o setor primário e a economia nacional ainda enfrentam são: infraestrutura deficiente, carga tributária excessiva, mão de obra ainda não devidamente especializada e o risco de demarcação de áreas de terras das mais férteis do mundo em favor de indígenas.
Fonte: Associação Comercial e Industrial de Cascavel
Disponível em: http://acicvel.com.br/noticias-internas/919-reunioes-empresariais/23459-agronegocio-responde-por-r-12-bilhoes-do-pib-do-oeste-do-parana.html


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