Por: Claudia Rolli
Um
quarto dos 846 mil empresários que usam cooperativas de crédito no país
contratam empréstimos como pessoa física, mas utilizam os recursos obtidos nos
financiamentos para as empresas.
São,
em sua maioria, microempreendedores e empreendedores individuais que buscam
juros menores, menos burocracia e muitas vezes têm dificuldade de separar a
contabilidade pessoal dos negócios da empresa.
As
cooperativas de crédito são formadas por uma sociedades de pessoas, sem fins
lucrativos e fiscalizadas pelo BC. Cobram juros mensais que variam de 1% a 6%.
Os
dados constam de uma pesquisa com 235 das 495 cooperativas de crédito
existentes no país, feita pelo Sebrae em parceria com a OCB (Organização das
Cooperativas Brasileiras) e o BC. Serão apresentados hoje durante o 9º
Congresso Brasileiro de Cooperativismo de Crédito.
Segundo
técnicos do setor, é necessário reforçar a educação financeira na busca do
crédito para evitar que os empresários corram riscos ao contrair empréstimos
como pessoa física e usá-los como pessoa jurídica.
Créditos: Editoria de Arte/Folhapress
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O PATRIMÔNIO
Um
dos riscos é, por exemplo, colocar o patrimônio pessoal como garantia do
empréstimo para a empresa.
Seis
em cada dez empresas que fecham as portas perdem recursos e parte dos
empreendedores não consegue recuperar o investimento, segundo dados do Sebrae
SP.
"É
preciso facilitar ainda mais o acesso ao crédito, um dos maiores obstáculos ao
crescimento dos pequenos negócios no país. As cooperativas pesquisadas atendem
em média 7.638 cooperados. Dois terços deles são micro e pequenas empresas,
empreendedores individuais, produtores rurais e profissionais liberais",
diz Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do
Sebrae nacional.
Sebrae nacional.
Em
sua opinião, obter empréstimo como pessoa física e usá-lo como pessoa jurídica
abre uma discussão sobre a necessidade de criar produtos e serviços mais
adequados a pequenas empresas.
O
empresário Walter Wolmeister, sócio de uma empresa de terraplanagem do sul do
país, diz que os juros na cooperativa de crédito em que participa são, em
média, 20% a 30% menores do que os do mercado, razão que o leva a participar da
Sicredi Pioneira RS, a primeira cooperativa de crédito do Brasil.
Sérgio Luiz Viott,
presidente da Credlojista (Cooperativa de Crédito dos Lojistas do Distrito
Federal), diz que há espaço para criar novos serviços e atrair associados para
as cooperativas. "Nosso setor ainda recorre aos bancos. Mas, com taxas
melhores, pode optar pela cooperativa."
Fonte:


13:55
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